O Natal sempre me intriga. A aproximação dessa data me faz melancólica e triste, embora as luzes colorindo as noites quentes de verão. O medo de perder meu lugar, meu lugar-não-meu, mais uma vez esse ano, volta à tona. Quando disso percebo o quão burguesa posso ser.
Estou sozinha. Mais um Natal a invejar os casais de amigos, chorar com filmes da sessão da tarde, temer o futuro. No fundo, estou sozinha por escolha própria, pois investi ao longo desses anos todo o meu amor em um amor que não iria para frente. E eu sabia.
Não me culpo. Na hora, foi a escolha que fiz. Mesmo assim, uma angústia de não me achar no coração de alguém toma minha cabeça. Meu segredo guardado à sete chaves é que morro de medo de nunca encontrar alguém. Aquela pessoa tanto para as tardes ensolaradas como para as frias.
Ainda tenho esperanças. Espero virar qualquer esquina e trombar com um amor. Porque eu só quero ser o amor de alguém.
1 comentários:
Por mais tímidos, receosos ou orgulhosos que somos, queremos ser o amor de alguém e temos em nós amor para dar.
Em alguma esquina alguém deve pensar nisso também. :)
Postar um comentário